quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Olimpíadas: O que o mundo ganha com isso?

Por Fernanda Winter -

As olimpíadas estão aí trazendo grandes emoções e aflorando o patriotismo! Todos(as) esperam de seus países boas performances e muitas medalhas. Trata-se de um evento extremamente competitivo, mas será que o papel dos jogos olímpicos para por aí?
Países de todos os cantos do globo se reúnem em um mesmo espaço físico e travam não só o desafio de competir, mas também, o de conviver e respeitar povos das mais diversas cores, etnias, religiões e culturas. Conflitos e diferenças históricas são deixados de lado em nome do ideal olímpico da cultura de paz.

Seria romântico demais dizer que os jogos possibilitam a aceitação das diferenças e a convivência harmônica entre as nações, porque realmente não possibilitam. Mas, permitem reflexões sobre mitos e tabus historicamente construídos em torno das identidades de cada povo, colocando à prova inúmeros “pré-conceitos”, como, por exemplo, nas olimpíadas de Berlim em 1936 na qual Hitler, chanceler da Alemanha na época, defensor da superioridade ariana teve de assistir de camarote o mito da raça superior cair por terra ao ver seus atletas serem vencidos por um negro norte-americano.

Não há como negar o caráter competitivo de uma olimpíada, mas é interessante pensar nos processos vivenciados pelos atletas durante os jogos, nos quais muitas coisas serão necessariamente compartilhadas, sejam elas a quadra, o pódio, os apertos de mão e muitas outras expressões corporais como olhares, exercício muitas vezes árduo de olhar nos olhos do outro e reconhecer suas qualidades o enxergando para além das diferenças sociais, culturais, econômicas e ideológicas.

Portanto, é possível dizer que o papel das olimpíadas não se restringe a mera competição, mas, traz consigo o objetivo maior da união, da cooperação e da paz, muito bem lembrado no lema desse ano: “Um mundo, um sonho”.

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