
Por Bruna Todeschini -
Desde que foi aprovada, a lei de tolerância zero em relação à mistura de álcool e direção tem causado muita discussão em todo o território brasileiro. O grande entrave da história está no famoso hábito brasileiro da cervejinha (ou qualquer outra bebida) consumida no happy hour ou em jantares e festas de fim de semana, que vem acompanhada pela chave do carro.
Durante esses dias de início de lei, muitas pessoas já ficaram sabendo de histórias de amigos ou viveram na pele a situação de serem paradas em barreiras policiais, pagar a multa de R$955,00 e até mesmo serem presas por isso. Mas aí vem a pergunta: não seria radicalismo demais? Respondo com uma situação por que passei. Participei, há alguns dias, de uma ação da Fundação Thiago Gonzaga, de Porto Alegre, chamada Madrugada Viva, voltado para a prevenção de acidentes na saída de bares durante as madrugadas de fim de semana. A dinâmica é a seguinte: juntamos um grupo de voluntários, estabelecemos bares e restaurantes a serem visitados e passamos a madrugada indo de mesa em mesa entregando panfletos e conversando com as pessoas sobre o cuidado que se deve ter na hora de voltar para casa.
Acho que o que mais me chamou atenção nessa experiência não foi o fato de estarmos conscientizando as pessoas, até porque cada um é dono de si e faz o que quiser com seu carro. O que mais me deixou espantada foi, durante o trajeto de um bar a outro, ter visto um motorista fazendo mil e uma barbaridades com seu carro e o pior: era tudo pra chamar a atenção do pessoal da Madrugada Viva. Vendo esse tipo de atitude eu realmente não tenho como discordar da nova lei, pois se existe um motorista louco em Canoas (cidade onde atuamos), existem outros muitos por lá e por todo o Brasil. A lei pode parecer radical, mas é uma das poucas saídas para diminuirmos o número de acidentes no trânsito.
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