
Para um atleta que dedica a vida ao esporte, os Jogos Olímpicos oferecem uma oportunidade única de brilhar. É a chance de mostrar ao mundo que todos seus esforços não foram em vão.
Agora imagine esses atletas, que dedicaram suas vidas em busca de um sonho, as Olimpíadas, ao descobrir que iriam competir na China, um dos países mais poluídos do mundo. Sabendo que um atleta respira 20 vezes mais ar que um pessoa comum, isso significa 4 vezes mais CO, CO2, ozônio e poeira numa cidade como Beijing. Isso compromete não só o desempenho do atleta como põe em risco sua saúde.
Pois é, nem tudo é belo na nova capital do planeta esporte. De acordo com o Banco Mundial, toda esta poluição gera um custo humano pesado: calculam que todos os anos morrem na China 400 mil pessoas vítima de doenças causadas pela poluição do ar. Claro que o governo chinês não ignorou esse fato, e investiu 17 bilhões de dólares para o controle da poluição. Ainda, durante os jogos, declarou férias a muitas fábricas para que não emitissem gases poluentes. Mesmo assim, o Comitê Olímpico admitiu que, por causa da contaminação do ar, não se esperam novos recordes ao ar livre, nesta edição dos Jogos.


