
Há muito tempo se imagina o luxo como sinônimo de riqueza e dinheiro, já que a elite possui bens materiais considerados raros, o que já começa a mudar com as facilidades de crédito. O luxo não está mais no dinheiro e, sim, naquilo que ele não pode comprar, como família e amigos, coisas raras hoje em dia.
O Capitalismo está em quase todos os lugares e, praticamente, rege a vida das pessoas, as quais acabam perdendo a noção do que é deveras importante em suas vidas. No dia das mães, por exemplo, o filho gasta dinheiro para dar um presente à mãe e, com a entrega do produto a ela, acha que seu dever está cumprido. Melhor presente seria dedicar um pouco do seu tempo para uma conversa com ela e com toda a família em todos os dias do ano, o que, hoje, é, inegavelmente, um luxo.
Tanto quanto à família, a dedicação às causas humanitárias é um luxo. Se vêem muitos casos de pessoas desabrigadas, órfãos e miseráveis e pouco se faz para mudar isso. Existem, porém, aqueles que se incomodam com essa situação e tentam melhorá-la: são pessoas de luxo; elas têm aquilo que a maioria da população não tem, que é a riqueza interior.
A beleza externa, que um dia foi considerada luxo, hoje, pode ser adquirida por todos, e a beleza interna, que era simplicidade, virou riqueza. Bom seria se muito daquilo que a sociedade considera lixo se transformasse em luxo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário