
"Divã" é Lilia Cabral e Mercedes, uma dupla que mostra como a vida pode dar rasteiras e, ao mesmo tempo, mostra que nem tudo é para ser chorado ou lamentado, e sim encarado como mais uma fase. Não importa quantos amores nós perdemos, por mais que o tempo não ajude muito, logo estaremos vivendo mais uma aventura. O ser humano quer tudo para si e, assim como foi visto em "Por Amor", não aceita perder, sem saber que as perdas são grandes indicativos de mudança e amadurecimento. Não importa idade, raça ou situação social, todos estão na constante busca da felicidade, cada um fazendo isso da forma que acha correta e dentro dos seus limites.
"Divã" pode ser o primeiro passo para quem passa por uma frustração amorosa e não consegue se livrar dela, mas em momento algum é um filme de auto-ajuda. É um filme de relato, de história rica de vida, que deve ser apreciado de forma leve e descontraída. Um ótimo exemplo de que o cinema nacional consegue produzir bons filmes e, em especial, ótimas comédias, e falar de relacionamentos com propriedade, contornando os clichês. Ao lado de "Amores Possíveis", de Sandra Werneck, "Divã" fala sobre amor e desamor, sendo imperdível a qualquer apaixonado. Só não tenha medo de ouvir algumas verdades!
Nenhum comentário:
Postar um comentário