quinta-feira, 23 de abril de 2009

[Críticas] : Passageiros , Filme.

O confuso e fraco roteiro, somado a personagens rasos e pouco expressivos, resultam na previsibilidade e entediante trama de “Passageiros”. Mesmo com a carismática Anne Hathaway, o longa não convence e nos apresenta uma história já vista inúmeras vezes e de formas muito mais atraentes.

Penúltimo país a estrear no mundo, inclusive após a premiere de lançamento do DVD nos Estados Unidos, o longa “Passageiros” se torna um convite ao sono desde o momento em que o telespectador começa a assisti-lo. Nem a presença da talentosa Hathaway, longe de surpreender como em “O Diabo Veste Prada”, concedem simpatia ao longa. Não que aspectos como o desconexo enredo e a falta de criatividade na direção sejam os principais limiares para a limitada interpretação. Mesmo com seus 26 anos, a atriz fez o básico para qualquer ator iniciante, e no seu caso é embaraçoso para uma jovem com um futuro promissor, indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar de melhor atriz por “O Casamento de Rachel”.

A trama se inicia de forma tentadora, pois já nos coloca a par do grande mistério introduzido por rápidas e inconclusivas cenas de um acidente aéreo. Hathaway vive a psicóloga/terapeuta Claire Summers que, após uma chamada telefônica de seu mentor Perry (Andre Braugher), recebe a alcunha de analisar e tratar do estresse pós-traumático dos cinco, de 109, sobreviventes ao vôo. Utilizando do artifício da terapia em grupo, Summers logo descobre que os entrevistados apresentam versões divergentes do acontecimento, principalmente o empresário Eric (Patrick Wilson). Recluso e ao mesmo tempo aberto a visitas particulares, Eric deixa a psicóloga intrigada e fascinada, pelo mistério que ronda o acidente e por ele apresentar forte ligação pessoal com ela, sabendo de fatos de sua vida mesmo sem antes tê-lo conhecido.

A falta de interação dos personagens é outro aspecto prejudicado pelo roteiro. Até pelo fato que não há espaço para que suas histórias sejam trabalhadas, a não ser por breves flashes ao final da película. Final este que não chega a surpreender, apenas afirma aquilo que aos poucos sempre foi trabalhado no enredo. Visto apenas como o drama que se concretiza após a cumplicidade de Summers e Eric, “Passageiros” pode agradar aos mais chegados a um romance ou histórias de amor verdadeiras. Porém, pelo prometido na propaganda não vale a ida ao cinema, com sorte o aluguel do DVD.

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