quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

VAMOS ACORDAR?! NÃO SOMOS ASSEXUADOS!


Falar de Sexualidade para muitas pessoas é no mínimo constrangedor. Esse tema está associado muitas vezes à noção de pecado e proibido e é considerado por muitos(as) estudiosos(as) um tabu.

Estamos no século XXI onde a tecnologia avança num passo assustador, ir à lua e desvendar a estrutura do DNA já é coisa do século passado, comunicar com alguém do outro lado do mundo é uma questão de segundos. Mas ainda resistimos em avançar nas questões da sexualidade humana.

Poucos(as) conseguem lidar com essa temática sem medo ou culpa.

Estamos acostumados(as) a associar a sexualidade somente ao ato sexual ignorando sua ampla dimensão.

Seja no olhar, na fala, no toque, no cheiro, no gosto e nas diversas sensações corporais vivenciamos e expressamos nossa sexualidade a todo o momento.

Muitas vezes em novelas, filmes, programas de televisão e internet a sexualidade é abordada, mas é reduzida ao prazer sexual. A publicidade exalta a sensualidade da mulher para vender seus produtos e nas propagandas direcionadas ao público infantil é comum vermos crianças desejar o produto para ficarem mais atraentes para outra.

Qual é a resposta que damos a esse tipo de abordagem? Existe um espaço onde possamos problematizar essas questões?

Há uma grande contradição sobre o que vemos na mídia de uma forma geral e nosso sistema educacional.

É dever da escola formar cidadãos e cidadãs e não só matemáticos, químicos, físicos e demais profissionais; sendo que a sexualidade passa pela construção do sujeito e da cidadania, portanto a escola deveria ser um espaço de problematização dessas questões.

Mas a realidade que conhecemos não é essa. Pouquíssimas escolas realmente se importam em fazer esse papel, porém não podemos colocar a “culpa” nela somente, muitas vezes os(as) profissionais de educação não se sentem bem ou seguros para falar do assunto porque não estão capacitados(as) para tal e preferem fingir que “não é com eles” e tratar suas crianças, adolescentes e jovens como seres “assexuados”.

Muitos(as) profissionais de saúde que também não são devidamente capacitados(as) agem de forma anti-ética ao não disponibilizar preservativos ou não dar informações corretas sobre sexo e sexualidade para adolescentes e jovens que buscam o posto de saúde, negando-lhes direitos assegurados por lei.

Com essas atitudes de omissão a idéia de sexualidade como algo proibido e pecaminoso continua a prevalecer e com ela o aumento da vulnerabilidade sobre práticas sexuais não seguras.

Muitas pessoas acreditam em mitos, como por exemplo, o de que a masturbação causa danos ao corpo, quando na verdade trata-se de uma prática segura, saudável e importante para o autoconhecimento.

Para corresponder às expectativas do parceiro(a) ou de seu grupo social, muitos(as) se submetem a práticas indesejáveis e até mesmo a várias violências.

Atenção!!!

Os Direitos Sexuais e Reprodutivos são um acordo internacional que deve ser cumprido!

Cabe a nós procurarmos conhecer nossos direitos e exercê-los!

Seja no posto de saúde exigindo atendimento de qualidade, seja numa conversa em sala de aula ou numa roda de amigos(as) e até mesmo nos organizando em grupo e exigindo do poder público e dos órgãos competentes a capacitação de qualidade e formação continuada de nossos profissionais.

As maneiras de reivindicar são múltiplas e podem ser feitas de forma saudável para todos(as), o que não dá é para ficar parado(a).

Vamos exercer nosso Controle Social!


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

ISA e Gisele fazem reunião para falar de campanhas sobre as águas


O ISA (Instituto Socioambiental) realizou na segunda-feira, com Gisele Bündchen, uma importante reunião de avaliação de resultados da parceria entre a modelo e as campanhas “De Olho nos Mananciais” e “Y IKatu Xingu”, apoiadas por ela. Gisele se engajou com a Campanha ”Y Ikatu Xingu” desde 2006 e no ano passado estendeu seu apoio para a campanha do ISA pela preservação das fontes de água de São Paulo e também outros programas.

Para o ISA, a parceria com Gisele fortalece e amplia as ações de comunicação e mobilização das campanhas socioambientais, possibilitando que mais e mais pessoas se conscientizem sobre a importância da questão das águas, seja nas grandes cidades, seja na Amazônia.

Gisele afirma que segue engajada na "Causa das Águas" e que sua prioridade é apoiar ações focadas e consistentes, que transformem a vida das pessoas para melhor.
No final, Gisele deixou seu recadinho: “O mundo vem sofrendo reações muito fortes da natureza e isso é um sinal de que temos que tomar alguma atitude. Já! A água é fonte de vida e não podemos viver sem ela. Acredito que todos nós temos que nos preocupar com a causa das águas para que o Planeta sobreviva e nossos descendentes possam ter um futuro decente...”

Imagem: Bruno, Marussia, Gisele, André e Henrique

A roda dos alimentos


A emissora portuguesa RTP preparou uma série sobre as atitudes e situações comuns do nosso dia-a-dia que mostram o que de certo e errado fazemos, e o que podemos fazer para mudar.

"Pretende-se que esta série de programas seja um despertar de consciências, um “apontar de dedo” às nossas próprias inconsciências. Enquanto cidadãos do nosso país, mas também do mundo, temos de estar despertos para o que nos rodeia. Precisamos de ter uma nova atitude, de pensar diferente."

Este episódio trata sobre hábitos alimentares, abordando a importância em saber preparar corretamente os alimentos para as refeições, respeitando cuidados de higiene e de conservação que previnam a contaminação alimentar e garantam produtos mais frescos.